Célio Turino em Uberlândia
Confira o Boletim informativo dos Pontos de Cultura do Triângulo Mineiro sobre a vinda de Célio Turino a Uberlândia nos dias 5 e 6 de maio

"Ponto de Cultura é um ponto de potência. É um meio de reforçar a relação entre artistas, agentes culturais, escola e comunidade, assumindo a função de potencializar atividades culturais que já estão mudando a realidade das pessoas."

Foi assim que, na última sexta-feira (6/5), Célio Turino sintetizou os Pontos de Cultura, projeto que ele idealizou por meio do programa Cultura Viva e que se consolidou como uma das políticas públicas mais importantes para a cultura no Brasil nos últimos anos. Célio, que também é mestre em História pela Unicamp e foi Secretário da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura entre 2004 e 2010, passou dois dias em Uberlândia a convite das instituições EMCANTAR, Trupe de truões, Moçambique Estrela Guia, Grupo Vórtice, Grupo Tabinha e ONG AMARRAÇÃO de Araguari para conhecer de perto a realidade dos Pontos de Cultura da cidade e apresentar a palestra "Pontos de Cultura - O Brasil de baixo para cima", com entrada franca.

As andanças de Célio Turino por Uberlândia aconteceram nos dias 5 e 6 de maio e incluiu visitas ao Programa Algar Transforma (onde são realizados quatro projetos socioeducativos do EMCANTAR) e aos Pontos de Cultura Palavras que Brincam (EMCANTAR), Ensino Encena: Formação e Multiplicação no Teatro Infanto-juvenil (Trupe de Truões), Companhia Balé de Rua, Pé de Moleque - Dança Cidadã (Grupo Vórtice), Moçambique Estrela Guia e Manos do Hip Hop.

Programa Algar Transforma

Assim que chegou em Uberlândia, Célio Turino foi convidado para um bate-papo no Programa Algar Transforma, onde o EMCANTAR realiza os projetos Olho Portátil, Parangolé com Crianças, Histórias de Quintal e Ideias Incontidas envolvendo jovens de 7 a 14 anos da periferia de Uberlândia. Estavam presentes os membros do EMCANTAR e duas representantes do Instituto Algar, Camila Fioranelli e Carolina Toffoli.

Célio Turino em Uberlandia

A conversa começou com alguns esclarecimentos sobre o Programa Cultura Viva, seguidos de empolgados comentários de Célio sobre o trabalho em rede que conecta os Pontos de Cultura. Marco Aurélio, fundador do EMCANTAR, comparou a situação com o próprio processo de produção do novo álbum do grupo. "Enquanto gravávamos o Escutatória, por exemplo, vivenciávamos e nos beneficiávamos dessa experiência de relacionamento em rede a todo momento", disse.

O bate-papo teve seu ápice quando Célio, ainda comentando o trabalho do EMCANTAR, falou da relação essencial entre cultura e educação. "São indissociáveis. A educação é o corpo e a cultura a alma de uma boa estratégia de desenvolvimento social", disse Célio.

Com o fim do bate-papo, Célio foi conduzido à nova sala multimídia do Ponto de Cultura do EMCANTAR, instalada na sede do Programa Algar Transforma, equipada com o kit viabilizado pelos recursos do Ponto de Cultura. Na sequência, ele conheceu o restante das dependências do CESAG (Centro Esportivo e Social Alexandrino Garcia) e partiu rumo a Trupe de Truões.

Célio Turino em Uberlandia

Fique por dentro de todas as atividades do Programa Algar Transforma pelo blog http://institutoalgar.org.br/algartransforma

Ensino Encena: Formação e Multiplicação no Teatro Infanto-juvenil
Trupe de Truões

Quando Célio Turino chegou à sede da Trupe de Truões, deparou-se com 15 adolescentes estudantes de escola pública intensamente concentrados no ensaio de uma peça envolvendo a história e os costumes da Grécia. Quem o recebeu foi estudante de teatro Welerson Filho, que entrou para a Trupe no ano passado.

Célio Turino em Uberlandia

A Trupe de Truões surgiu em 2002 na Universidade Federal de Uberlândia, quando o Prof. Dr. Paulo Merisio resolveu montar com aquela turma de alunos "Os Sete Gatinhos", de Nelson Rodrigues. O encantamento dos estudantes com o palco e a dramatização foi tão grande que eles não pararam por aí. Foram se aperfeiçoando e, mesmo depois de formados, continuaram unidos pela causa. Hoje a Trupe já conta com dez espetáculos no currículo, além de apresentações em diversos festivais nacionais, como os das cidades de Lages (SC), Ponta Grossa (PR), Blumenau (SC) e Campos dos Goytacazes (RJ).

Depois de ser apresentado para os jovens atores, Célio Turino fez um tour pelos cômodos do teatro. A estrutura ainda está em construção, mas já é possível identificar o mezanino, a área de depósito e produção de figurino, o espaço para ensaios, etc. O local foi recentemente aberto para oficinas de teatro graças ao recurso viabilizado pelo Ponto de Cultura. Assim se mantém o projeto Ensino Encena: Formação e Multiplicação no Teatro Infanto-juvenil, que acontecia no momento da chegada de Célio Turino.

Célio Turino em Uberlandia

Saiba mais e mantenha-se informado sobre a atuação da Trupe de Truões acessando o blog http://trupedetruoes.blogspot.com

Palavras que Brincam - Música e Literatura na Escola
EMCANTAR

Da Trupe de Truões, Célio Turino seguiu para a E. E. Pe. Mário Forestan. Junto com a E. E. Presidente Juscelino Kubitschek, os alunos e educadores da instituição participam do Palavras que Brincam, projeto de difusão da música e da literatura aprovado como Ponto de Cultura do EMCANTAR.

Na escola, o primeiro encontro de Célio foi com os professores. Introduziu o seu recado reforçando o quão importante são os Pontos de Cultura que acontecem nas escolas públicas, fazendo inclusive uma alusão ao Programa Cultura Viva ao dizer que os projetos culturais mais expressivos nas instituições educacionais do país deveriam compôr o "Escola Viva".

Célio Turino em Uberlandia

Por outro lado, Célio também procurou reafirmar a abrangência da atuação dos Pontos de Cultura. "Há Pontos em escolas, em favelas, aldeias indígenas, assentamentos rurais. Onde tiver como potencializar a energia, a capacidade criativa do brasileiro, que é o que a gente tem de melhor para oferecer ao mundo", disse. Na sequência, ele compartilhou outras experiências decorrentes de sua passagem pelo governo, quando foi Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura. Célio, então, finalizou esse tópico dizendo que, apesar de poder ter feito muito do que podia nessa posição, ele gosta mesmo é de "trabalhar na ponta".

Falou sobre a realidade do professor de rede pública na sequência, reconhecendo que não se trata de um ofício fácil, mas de extrema responsabilidade e nobreza social. "O professor tem diariamente a missão de subverter a lógica do controle. Se você não tiver utopia, você não vive. Nunca chegaremos ao horizonte, mas precisamos de um estímulo sempre. E, no país em que vivemos, esse horizonte utópico tem se aproximado a cada dia", comentou, estimulando os educadores. Por fim, depois de ler alguns trechos de seu livro "Ponto de Cultura - O Brasil de baixo pra cima", autografou dois exemplares e presenteou a biblioteca das duas escolas participantes do projeto Palavras que Brincam.

Célio Turino em Uberlandia

Célio Turino seguiu então para o outro pavilhão da escola, onde alunos do sexto ano participavam de uma oficina do Palavras que Brincam. De acordo com o que havia sido previamente combinado com o EMCANTAR, Célio participaria da oficina fingindo ser um "olheiro do Circo Patóvski", projeto fictício que reunirá as apresentações dos alunos no fim do ano.

Um carteiro cansado adentra a sala nervoso, dizendo que já andou muito para entregar uma carta e que o destino só podia ser a E. E. Pe. Mário Forestan. Os alunos ficaram surpresos, mas as oficineiras logo corresponderam a reação ao ler na carta que tratava-se de uma resposta às inscrições no renomado Circo Patóvski.

"Toc toc toc" na porta. Para surpresa ainda maior das crianças, o "olheiro e dono do circo Patósvki" acabara de chegar para avaliar as habilidades artísticas dos inscritos. Depois de assistir aos números (um malabarismo com lenços e uma dança corporal coletiva), Célio Turino pegou um giz e se dirigiu ao quadro negro para explicar como funciona o seu "circo cultural".

Célio Turino em Uberlandia

Célio Turino em Uberlandia

"O meu circo vai se espalhando pelo Brasil. É como um ponto. São vários pontos de cultura espalhados. Todos interligados, um em cada lugar, mas em constante comunicação e atuação. Tem circo na aldeia indígena, em fazendas, em favelas, etc", disse Célio, adaptando o discurso da abrangência dos Pontos de Cultura que esclareceu na conversa com os professores para as crianças. "Mas para o circo circular bem, temos que seguir todos juntos, com dedicação e disposição".

Por fim, Célio Turino fez uma breve apresentação com o EMCANTAR lendo um trecho cantado de seu livro para as crianças e, com o relógio marcando 10h30, seguiu para conhecer o próximo Ponto de Cultura da cidade: a companhia Balé de Rua.

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Conheça e acompanhe o dia-a-dia do projeto Palavras que Brincam em http://palavrasquebrincam.blogspot.com

Companhia Balé de Rua

A Companhia Balé de Rua foi fundada em 1992 pelos uberlandenses Fernando Narduchi e Marco Antônio Garcia. Aclamada nacional e internacionalmente pela precisão e criatividade do trabalho artístico (inúmeras apresentações pelo Brasil e duas turnês na Europa estão na bagagem), o grupo também é reconhecido pelo desenvolvimento de aulas e oficinas voltadas a menores carentes, o que lhes rendeu o credenciamento como Ponto de Cultura.

Quando Célio Turino chegou à sede do Balé de Rua, foi recebido por Fernando Narduchi, com quem iniciou uma conversa sobre as origens, as referências estéticas, as conquistas e as dificuldades de manutenção da companhia.

Cheio de orgulho, Fernando explicou que, ao conhecer um grupo de jovens apaixonados pela dança de rua, esforçou-se para fazer com que eles chegassem a uma identidade própria como artistas, a um movimento novo e autoral. "Decidimos fazer dança de rua deixando de lado a cultura americana para dar lugar a expressões nacionais. Nisso nós fomos pioneiros. Sai Michael Jackson, sai James Brown, sai o break; entram a capoeira, o congado, o samba", contou.

O resultado? Temporadas ininterruptas de ensaio, incansáveis apresentações e um reconhecimento que extrapola as fronteiras brasileiras. "Rodamos vários festivais depois disso. Uma porta foi abrindo a outra, mas não foi uma luta fácil. Conquistamos o Brasil para depois partir para o mundo. A companhia tem 18 anos e já dançamos em palcos em que pouquíssimas companhias brasileiras já dançaram", disse Fernando.

Diante de toda essa repercussão, no entanto, o Balé de Rua vive um verdadeiro drama envolvendo a sua sustentabilidade econômica. Os custos mensais são altíssimos e todo o recurso das turnês é revertido para a manutenção da companhia. Automaticamente, Célio Turino se mostrou desapontado com a existência dessas dificuldades - o recurso obtido como Ponto de Cultura ajuda, mas não é suficiente para saná-las - e lamentou a ausência de um projeto de manutenção de corpos artísticos estáveis que garanta a sobrevivência do grupo.

Fernando disse, na sequência, que haviam ensaiado uma síntese, uma demonstração rápida de um dos espetáculos do Balé de Rua para apresentar ao Célio Turino. "O show aborda as histórias da escravidão, mas do ponto de vista da persistência, da inteligência e da capacidade de superação do negro. Mesmo em 300 anos de opressão, eles construíram o Brasil", esclareceu Fernando, enviando na sequência um sinal com as mãos para os dançarinos no palco. Começou a apresentação.

Célio Turino em Uberlandia

O espetáculo transborda emoção e autenticidade. A trilha sonora é uma faixa musical executada eletronicamente, mas marcada por uma percussão dramática, tocada ao vivo pelos membros da companhia. A dança é forte, cheia de simbologias e rigorosamente sincronizada. Um gênero próprio, sem precedentes, o "Balé de Rua" na sua essência.

Célio Turino em Uberlandia

Ao fim da apresentação, Célio estava nitidamente tocado. Iniciou uma conversa com os dançarinos, mas não conteve a emoção e foi várias vezes interrompido pelas próprias lágrimas. "O que vocês fazem é de um valor imaterial sem igual. É uma forma brilhante de construir um retrato do Brasil. Vocês me tocaram profundamente. Isso que fazem é tão único que não têm como fazer outra coisa, vocês precisam continuar dançando".

Célio Turino em Uberlandia

Na sequência, Célio mal conseguiu ler um trecho de seu livro para os presentes e vários membros da companhia também derramaram lágrimas. A comoção generalizada caracterizou um encontro que, sem sombra de dúvidas, o idealizador dos Pontos de Cultura nunca mais irá esquecer.

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Pé de Moleque - Dança Cidadã
Grupo Vórtice

Depois do almoço, na chegada ao Grupo Vórtice, Célio Turino foi acolhido pela professora e diretora artística Guiomar Boaventura, além de algumas representantes dos Pontos de Cultura em Ituiutaba.

No salão de dança, equipado com o kit de multimídia obtido pelo recurso do Ponto de Cultura, Guiomar exibiu uma matéria jornalística sobre a seleção de crianças para o projeto Pé de Moleque - Dança Cidadã. A iniciativa permite a crianças economicamente menos favorecidas praticar gratuitamente as aulas de balé clássico oferecidas pelo grupo. Depois da exibição, os bailarinos Daniel Robert da Silva, 14, e Giovana Siqueroli, 16, apresentaram o número "Carnaval em Veneza", o mesmo que representou o Brasil e foi premiado no Festival Tamzolymp em Berlim, Alemanha.

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"Essa premiação é uma das maiores conquistas do Grupo Vórtice porque, mais do que profissional, é uma vitória de promoção humana. Daniel tem uma história de vida ímpar e era o único bailarino negro do festival. Foi recebido com resistência e depois aplaudido de pé por todos", contou Guiomar, emocionada.

Célio Turino, mais uma vez impressionado com a qualidade artística do que viu, iniciou uma conversa rápida com as crianças e adolescentes que lotavam o salão. Comparou o Ponto de Cultura ao ponto de equilíbrio essencial para o sucesso de um dançarino de balé. "Meu trabalho foi encontrar o ponto de equilíbrio cultural de cada lugar desse país e vocês são um deles. Vejo que fazem isso aqui com muito esforço, muito sacrifício, mas com muito amor e disciplina", declarou.

Célio Turino em Uberlandia

Depois de mais uma apresentação de dança, dessa vez por um bailarino mais jovem que está ensaiando o seu primeiro número solo, Célio Turino tirou uma foto com todos os participantes e seguiu rumo ao Ponto de Cultura Moçambique Estrela Guia, no outro lado da cidade.

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Conheça o site oficial do Grupo Vórtice acessando http://grupovortice.com.br

Moçambique Estrela Guia
Centro Cultural Estrela Guia

O Moçambique Estrela Guia é um terno de congado que oferece oficinas e atividades culturais diversas para a comunidade do bairro Santa Luzia, na periferia de Uberlândia. O grupo hoje conta com um centro cultural e com a colaboração de professores voluntários para ministrar as atividades.

Antes de o centro cultural existir, tudo isso acontecia na casa de Iara Aparecida, atual coordenadora do Ponto de Cultura. Ela explica que, por estarem localizados à margem da cidade, vive risco constante de furto. "Já ameaçaram roubar o nosso kit multimídia, inclusive", conta Iara. Alguns espaços do centro ainda estão em construção, como a área da quadra e da piscina para hidroginástica.

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Iara se orgulha de coordenar um dos ternos de congado mais expressivos de Uberlândia. "O Congado na cidade tem 133 anos de registro. Nós fomos o único grupo que formalizou a sua documentação e isso foi bom para a cultura em Uberlândia. Saímos levando o nome da cidade para o Brasil", comenta Iara.

Para promover a harmonia social e o constante aperfeiçoamento de suas atividades, o Moçambique Estrela Guia mantém inúmeras parcerias hoje. Entre elas, a Universidade Catolica (cujo acordo permite que adolescentes cursem a faculdade com bolsa integral), a Companhia Balé de Rua e o grupo local Manos do Hip Hop.

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Informe-se sobre as novidades ligadas ao Moçambique Estrela Guia pelo site http://www.mocambiqueestrelaguia.com

Palestra Célio Turino
Casa da Cultura de Uberlândia

A palestra "Ponto de Cultura - O Brasil de baixo para cima" de Célio Turino, ápice da sua visita a Uberlândia, aconteceu às 19h, na Casa da Cultura, com entrada franca. Além das cerca de 60 pessoas que compareceram presencialmente (representantes do governo municipal, estudantes, líderes dos Pontos de Cultura, professores, artistas, imprensa e agentes culturais em geral), o evento foi transmitido em tempo real para toda a Internet, pelo site do EMCANTAR, podendo ser acompanhado de qualquer lugar do mundo. A transmissão foi o resultado de uma parceria entre o EMCANTAR e o Coletivo Goma - Cultura em Movimento.

Antes de iniciar a sua palestra, os presentes ouviram as considerações e os agradecimentos de Ana Paula Rabelo, do EMCANTAR, e de Mônica Debs, Secretária Municipal de Cultura.

Célio Turino em Uberlandia

Na sequência, antes de passar a palavra para Célio Turino, Ana Paula convidou os outros membros do EMCANTAR para cantar não o hino nacional, mas uma música que para o grupo soa como um hino de Minas: "Coração Civil", de Milton Nascimento.

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver

(Trecho de "Coração Civil", de Milton Nascimento)

Célio Turino em Uberlandia

Célio Turino iniciou sua palestra reforçando a relação entre cultura, educação, arte e sistemas sociais. "O ponto de cultura busca o ponto de identidade de uma comunidade. No governo, tive esse papel de ser um gestor-artista do projeto que propus. O artista conta um sentimento da comunidade e irradia", disse, estimulando e referindo-se aos inúmeros artistas que compunham a plateia de forma majoritária.

Mais uma vez, o conceito do trabalho e da comunicação em rede que caracteriza os Pontos de Cultura foi enaltecido. Célio Turino se mostra sempre muito empolgado e convicto quando trata essa questão. "Explosão de entendimento, de raciocínio, de práxis. É isso o que a gente busca realçar na teia dos Pontos de Cultura. É o Brasil pelo Brasil", comenta.

Célio Turino em Uberlandia

Entre as diversas discussões que se sucederam, vale destacar a visão crítica de Célio para as políticas públicas culturais que hoje movimentam o país, além das explanações teoricamente fundamentadas que soavam como mensagens de incentivo para os agentes culturais ali presentes. O momento de perguntas na palestra foi bastante participativo e proveitoso.

Célio Turino em Uberlandia

Depois de responder as questões do público e antes de partir para a venda e seção de autógrafos de seu livro, Célio Turino lançou uma reflexão final aos presentes, relacionada à sua participação no governo federal e à política pública que idealizou. "O Estado se relaciona com a sociedade pela carência, pela necessidade. Já pensaram no que aconteceria se ele passasse a se relacionar pela potência?"


Em tempo: O livro "Ponto de Cultura - O Brasil de baixo para cima" de Célio Turino está sendo vendido pelo EMCANTAR a R$20. Interessados devem se pronunciar via e-mail: contato@emcantar.org

 

 
 
 

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